sexta-feira, 1 de abril de 2011

4 anos


Como não escrevi ontem, reservo esse parágrafo para lembrar os 4 anos de falecimento de meu irmão. dessa vez, ao invés de homenagem, prefiro contar um pouco das coisas que aconteceram. Talvez um dia eu relate tudo o que se passou, pelo menos tudo sob a minha perspectiva dos fatos.

Era mais ou menos 10h da manhã de sexta-feira quando a ambulância o levou ao hospital. Depois de um momento terrível em que pensamos que ele já estava morto e eu desesperada tentando passar as informações à atendente do SAMU, ele mesmo desperta e me ajuda a dar o endereço. No meio da tragédia, foi até engraçado. Houve muitas cenas cômicas no período de dor. Como o dia em que eu lhe dava comida na boca, no quarto do hospital. Estávamos eu e uma tia. Achei que fosse um molho de tomate, mas era uma espécie de creme de abóbora (ele não era muito de legumes...). na hora em que colocou a comida na boca fez uma cara tão feia!!! Então ele disse que era abóbora e demos tanta risada!! Não parece engraçado aqui, mas foi uma cena muito cômica. E teve o dia em estávamos no quarto (em casa) minha mãe e eu ajudando-o a comer, sei lá, não lembro bem, e meu pai por perto. Aí ele (meu pai) começou a falar que minha mãe tinha que fazer suco de beterraba, suco daquilo, que ele tinha de comer isso e aquilo. Quase a ponto de discutir com minha mãe.Eu e meu irmão começamos a rir das dicas de meu pai. Meu irmão me deu uma piscadinha e eu não aguentei. Caí na risada, mas não queria que meu pai percebesse que estávamos rindo dele, então tive de inventar qualquer coisa pra disfarçar. Foi hilário. Quando meu pai saiu meu irmão disse uma frase que marcou muito: "Não é um suco de beterraba que vai salvar a minha vida". Infelizmente não.

Bem, naquele dia em que a ambulância o levou (isso depois de ter estado internado, de ter ficado na UTI, de ter passado uns dias em casa) eu olhei aquela imagem e pensei que ele não voltaria mais para casa. Só o vi no sábado pela manhã, no horário de vistas da UTI, com a respiração fraca, os pés inchados, mas lúcido. Ele me fez uma recomendação sobre as visitas do dia. Disse que certas pessoa deveriam deixar de visitá-lo para que minha avó e meu cunhado pudessem ir.(Só entravam duas pessoas por horário) Parecia querer dizer que sabia que muitas pessoas desejavam visitá-lo, mas que havia algumas a quem ele queria dar preferência. Estava cansado. Ás 15h daquele mesmo dia, com minha avó ao seu lado, ele faleceu. Não poderia ser outra pessoa a estar ao lado dele. Somente ela, com a sabedoria e serenidade de seus quase 80 anos, na época, poderiam estar lá naquele momento. Fosse qualquer outro não saberia o que fazer. Ela rezou, pediu a Deus que levasse sua alma em paz.

Passarão anos mas acho que nunca esquecerei daqueles dias em que enquanto cuidávamos de sua saúde tão debilitada íamos ao mesmo tempo nos despedindo dele. Dias difíceis. Como foram difíceis os dias depois. A dor da ausência, as perguntas sem respostas, os trâmites legais, os documentos infindáveis...

Eu ainda me pergunto por que teve de ser assim. E se ele ainda estivesse vivo, como seria nossa vida? Nunca saberei. Só sei que a vida sem ele tem um vazio. Haverá sempre um espaço que deveria estar preenchido com sua presença.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Décimo terceiro encontro

Em nosso décimo terceiro encontro os cursistas foram os "professores". Em grupos, ficaram responsáveis por apresentar os conteúdos tratados no TP2. Todos se dedicaram bastante, trazendo materias e textos além dos que dipunham noTP. O grupo também participou bastante e foi possível discutir todos os assuntos.
Tiramos fotografias; conversamos novamente sobre os projetos, tirei dúvidas e estabelecemos o prazo de até a segunda semana de dezembro para a entrega dos mesmos. Até dia 24 todos deverão ter definido seus temas de pesquisa e socializar com o grupo.

Mostra de Trabalhos






A mostra de Trabalhos aconteceu numa das salas da Celer Faculdades, durante a Forma'~ao Continuada de professores da rede municipal.

Décimo segundo encontro



O décimo segundo encontro, que seria a realização de uma oficina, teve a presença de outros professores da rede municipal, endo em vista estarocorrendo a formação continuada dos professores da rede e estarmos em débito de um encontro do Gestar que havia sidoadiado. Para atender a todos, realizei uma oficina sobre sequência didática de gêneos textuais.
Trabalhei os passos de uma sequência didática; desenvolvemos uma SD sobre resenha e em grupos, os professores elaboraram outras SD, cada uma referente a um gênero textual. Essas SD's serão repassadas a todos os presntes na oficina, para que as desenvolvam no próximo ano.
Foi um encontro batante produtivo.

Décimo primeiro encontro

Nesse encontro realizamos a socialização dos avançando na prática do TP1. Todos os professores ressaltaram o quanto os alunos se interessam pelas atividades do Gestar, e de como elas têm sido produtivas.
Também combinamos sobre a realização de uma pequena mostra de trabalhos durante a formação de professores da rede municipal de ensino. Cada cursistas deveria elaborar um cartaz, ou mural com atividades do Gestar realizadas com os alunos em suas escolas. Essa elaboração valeria como um Avançando na prática, tendo em vista que as escolas públicas do município ficariam 10 dias sem aulas por conta da realização dos Jogos Abertos de Santa Catarina.
Fizemos o estudo da última unidade do TP1.
Passei aos cursistas algumas orientações sobre o projeto que deverão elaborar.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Décimo encontro

Nesse décimo encontro o tema foi a Intertextualidade. Iniciamos com a leitura de um livro que foi scannado e apresentado na tela. O "O carteiro chegou" relata o trabalho de um carteiro que leva corresponências a diversos personagens das histórias infantis. Os personagens dialogam entre si através das cartas.
Fizemos também a leitura dos textos do TOP que correspondiam a cada tipo de interextualidade. Os cursistas também elaboraram paródias, após assistirem um video de uma paródia com a música "Assim sem você".
As paródias tiveram tema livre:

Hoje é terça-feira
Hoje tem Gestar
Tô chia de ideias
Tô muito curiosa
pra aula começar.

Chega de rotina
Chega de rprovar
astral lá em cima
e eu reaprendo a ensinar.

(Lucélia, Lúbia, Zenaide)

Cinderela (Cirnda Cirandinha)

Cinderela, Cinderela
Vamos todos trabalhar
Trabalhar o dia inteiro
para a noite poder bailar.

O dinheiro que consegui
era pouco e se acabou
O amor que era grande
a vida inteira durou.

(Dolores, Lurdes Adriana)

Eta trabalhira danada
Que o profe atravessa só pra comer
Vive com dores na costas
nos braços e nas pernas
de tanto sofrer.
Sonha com belas teorias
que ouve em cursos
palestras e só
fica esperando o tal dia
mas isso judia, émuito pior.
Este é nosso cotidiano
Mas eu não me egano
nossa forçaé maior.
(Maria e Benvinda- Espinheira danada)

Tente outra vez

Não pense que a educação está perdida,
tem o Gestar em nossas vidas
Planeje outra vez!
Planeje!
Não pense que a cabeça aguenta se você parar,
Estude outra vez!!
Pois é avançando na prática
que se melhora a escola.
Estude outra vez!
(Silvana,Neusa, Nilsa)

Ouviram o gaúcho às margens do Uruguai
De um povo guapo e valente.
E a lua resplandece em raios fúlgidos
Iluminando ese lugar distante.
Se o valor, desse povo
conseguiu o que deseja em berço forte
Em teu leito, oh divindade
Orienta o nosso jeito
a própria sorte.

ö rincão amado
Idolatrado
Salve, salve!
(Cisilene e Mazeli)

Me disseram que você está poluído
As quesmaidas destruindo por aí
E pela cidade o ar está sumindo
Vamos parar de cortar e destruir.

(Fuscão preto - Roseli, Aliandra, Ivete).



Assitimos vários vídeos que demosntravam a intertextualidade, como: O Grande Ditador, O Exterminador, Os trapalhões (Pastiche}. Na sequencia desenvolvemos algumas atividades do AAA1 e observamos como elas poderão ser trabalhadas com os alunos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Nono encontro

No encontro desse dia,estudamos a unidade 3 do TP1, "O texto como centro do ensino de Língua Portuguesa"; discutimos o tema, analisamos uma foto complementar à do TP e a partir dela os cursistas produziram textos verbais de diferentes gêneros.


(Foto: Sebastião Salgado)

Textos poduzidos pelos cursistas:

Mulher mãe

Observo a foto de uma mulher african. Seu olhar muito triste e distante transmite sofrimento. Ela usa um pano n cabeça e um vestido simples, com decote V, e parece estar com uma manga rasgada.
A mulher carrega uma criança amarrada em sua cintura, que suga seu seio, aparentemente com pouco leite, pois, a mãe demonstra deilidade e carência de nutrientes.
Apesar de a criança arecer protegida ao corpo da mÃe, segura e pressiona o seio na expectativa de que saia mais leite.


Notícia


Na última sexta-feira, após um temporal na cidade de Coronel Freitas, foi localizada uma senhora com aproximadamente 30 anos, da cor negra, num visível estado de subnutrição. Estava sentada sob os escombros de sua casa, sob estado de choque. Amamentava o filho de, aproximadamente,dois anos. A identificação de ambos ainda não foi confirmada. Os dois foram encaminhados pelo corpo de bombeiro ao Horpital regional Oeste - Chapecó para avaliação médica.

Poemas

Mãe, com fome
pouca força para amamentar
nm pode reclamar
por ser de uma cor pobre

Mãe negra que sofre
muitas vezes até morre
para salvar seu filho
da desgraça da fome
(Lurdes Vassoler)

A força a compaixão
existe na mãe todo afeto
onde a vida traz apreensão
o olhar causa impacto.
(Mazeli)

Amor
Amor de mãe
amor de filho
amor distante
amor por um instante
(Marli)

Quase semforças
A mãe amamenta seu filho
com muita tristeza
porque, talvez,
no dia de amanhã
não tenha leite
para saciar sua fome
(Sueli)

Madre...

Su mirada es ternura
Cuando piensa en su hijo
Me gusta decir que es especial,

Siempre con muchas
dificultades, mismo asi
no olvida de sus hijos.
Que diois te bendiga
en todo que hace.

En su caminhada del
cotidino, que sea vitoriosa.
Y vea crecer sus niños
Siempre con mucho amor,
cariño, y respecto.

(Roseli, Ivete, Aliandra e Lucélia)

Também. a partir de uma notícia publicada no jornal Diário Catarinense, os curistas produziram textos não verbais.
Assistimos a um vídeo da TV Escola sobre a recepção da leitura.